|
|
João de Carvalho, vereador com o pelouro da cultura e a tutela as bibliotecas municipais, frisou que
A Câmara de Vila Franca de Xira quer reconverter a parte norte da antiga fábrica de descasque de arroz da cidade e transformá-la numa biblioteca multifuncional, com sete pisos, a construir mesmo à beira do Tejo. In Jornal Publico
Fábrica abandonada vai dar lugar a novo empreendimento
Câmara de Vila Franca de Xira projecta nova biblioteca para a zona ribeirinha
19.07.2010 - 16:31 Por Jorge Talixa
Votar | 0 votos 1 de 4 notícias em Local seguinte »
A Câmara de Vila Franca de Xira quer reconverter a parte norte da antiga fábrica de descasque de arroz da cidade e transformá-la numa biblioteca multifuncional, com sete pisos, a construir mesmo à beira do Tejo. O estudo, elaborado pelo arquitecto Miguel Arruda, enquadra-se num projecto mais amplo de reconstrução de boa parte do espaço ocupado pela antiga unidade industrial, desactivada há cerca de 15 anos.
Antevisão do futuro edifício da biblioteca, junto ao Tejo (DR)
O grupo Obriverca, proprietário da velha fábrica, pretende criar espaços de habitação e de comércio e serviços em toda a área virada para o Tejo. Do lado da linha férrea, uma parte da fábrica terá que ser totalmente demolida por exigência da Refer, que pretende ter ali uma faixa de reserva para a eventual construção de uma terceira via de circulação ferroviária na travessia de Vila Franca de Xira.
O acordo estabelecido entre a autarquia e o grupo proprietário do terreno prevê a cedência da parte norte para a construção da biblioteca, que substituirá a actual biblioteca municipal vila-franquense, inaugurada há perto de 20 anos, mas localizada numa área (Travessa do Curral) de difícil acesso e com muito poucos lugares de estacionamento.
"É um projecto que se enquadra na reabilitação da zona. Tendo em conta que Vila Franca necessita de uma nova biblioteca que substitua a actual e que as bibliotecas, hoje, são muito mais um espaço vivido pelas pessoas com múltiplas actividades, entendemos que a sua concretização na zona ribeirinha vinha enriquecer o projecto", explica Maria da Luz Rosinha, presidente da Câmara de Vila Franca de Xira.
O arquitecto Miguel Arruda, por seu lado, acrescenta que hoje em dia uma biblioteca não é um espaço para armazenar livros. "É sobretudo um espaço de relacionamento entre as pessoas, que pode e deve desempenhar um papel extremamente actuante do ponto de vista sociocultural", afirma. Segundo o arquitecto, para além da sua posição privilegiada junto ao Tejo, a futura biblioteca organiza-se no seu interior "com espaços que comunicam entre si". Actualmente, garante, só em Londres e em Nova Iorque haverá bibliotecas multifunções com as características que prevê para Vila Franca de Xira.
João de Carvalho, vereador com o pelouro da cultura e a tutela as bibliotecas municipais, frisou que este equipamento vai ter "um valor extraordinário" e acrescentou que a Divisão de Bibliotecas já está a estudar o aproveitamento dos equipamentos da actual biblioteca da sede de concelho para a nova, sendo necessário adquirir mais alguns. O autarca do PSD sugeriu que o espaço comercial vizinho da biblioteca venha a ser destinado a uma livraria.
Financiamento gera dúvidas
O financiamento da obra é, nesta altura, a principal dúvida. Vereadores da CDU referiram que terá chegado a ser encarada pelo executivo camarário a possibilidade de envolvimento financeiro do promotor e de utilizar nesta obra algumas das verbas do Polis XXI aprovado para a requalificação da frente ribeirinha vila-franquense. Maria da Luz Rosinha, contudo, diz que a construção da biblioteca não está inserida na candidatura do Polis XXI, mas que o executivo camarário aguarda que o Programa Operacional Regional de Lisboa (POR Lisboa) abra uma nova medida de apoio que possa abranger empreendimentos deste tipo.
"Estamos já a levar este projecto a diversas entidades, sensibilizando-as para a necessidade urgente de abrir esta medida. Caso não haja a abertura dessa medida no POR Lisboa, com a fraca execução do QREN (Quadro de Referência Estratégico Nacional) esperamos que a região de Lisboa possa ter mais verbas à sua disposição. Devemos aproveitar a oportunidade de dotar a cidade com um equipamento de referência", salientou.
|




|